As músicas da infância

Foi divertido o texto da semana passada em que falava sobre o quão a música é importante para o meu cotidiano, assim como no processo criativo; mas quer revelar sua idade é contar para uma criança sobre as músicas que mais cativava na infância. Eu, por exemplo, gostava das músicas da Eliana. “Bom dia professora como vai?/ Bom dia professora como vai?/ Faremos o possível para sermos bons amigos/ Bom dia professora como vai?”. Pois é, eu gostava dessa música. Mas há quem pergunte: “Mas a Eliana é cantora?”.  Não mais querido, mas já foi. E tem muita gente que se lembra, tá? 

Lembra quando surgiu a banda Rouge com a música Ragatanga? Foi a maior febre da época. Por falar nisso, dia desses li que produtores estão investindo na volta das musas. Mas será que ainda pega? Sei lá, em terra de criança do avesso acho bem difícil convencer um pirralho a afastar o sofá e dançar. 

No mesmo ano em que foi lançada essa música da banda Rouge, em 2002, quem entrava na lista dos sucessos era a banda Tesouro do Pirata com a música “Onda, onda, olha a onda”. Lembro que eu ia à casa das tias e minhas primas estavam dançando enquanto limpavam os móveis…

Escrevi este texto para um projeto da faculdade, em 2015, a qual tínhamos que gravar um vídeo também. Compartilho com vocês o vídeo que gravei com uma amiga inseparável, Mylena Mendes. 

Quem não se lembra da Kelly Key com a música Baba Baby? Me vem a memória muitas crianças na escola dançando e cantando “Você não acreditou/ Você nem me olhou/ Disse que eu era muito nova pra você/ Mas agora que cresci você quer me namorar…”. 

E quem não se lembra do funk como “Cerol na não”, como é o nome do grupo mesmo? Calma aí eu vou perguntar pro Google. Pronto voltei. Bonde do Tigrão, lembra deles? “Eu vou passar cerol na mão, assim, assim/Vou cortar você na mão, vou sim, vou sim / Vou aparar pela rabiola, assim, assim/ E vou trazer você pra mim, vou sim, vou sim/ Eu vou cortar você na mão/ Vou mostrar que eu sou tigrão/ Vou te dar muita pressão/ Então martela, martela, martela o martelão/ Levante a mãozinha, na palma da mão/ É o Bonde do Tigrão…”. Engraçado, lendo um pedaço da letra me lembrei da dança, você não?  

Eu nasci bem na época em que a banda Mamonas Assassinas estava começando o sucesso, mas nunca vou me esquecer da música: “Mina, seus cabelo é “da hora”/ Seu corpão violão/ Meu docinho de coco/ Tá me deixando louco…”. Eu era pequeno e ficava encantado, dizem.  

Obviamente que meu gosto musical está mais apurado, passei a gostar de Elis Regina, Maria Gadú, Gilberto Gil, Chico Buarque, Caetano, enfim, passei a gostar da música popular brasileira. Agora, torço para que no futuro breve a gente não lembre apenas das músicas mainstream.

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