Fragmentos

Eu queria sair por aí e abraçar as pessoas
Queria olhar para elas de uma forma
Menos intencional. Queria que elas
Mesmas se sentissem abraças.
Queria que as pessoas, todas elas,
Tivessem mais sabor de vida.
Queria mais leveza, menos brutalidade,
Mais aconchego, menos rupturas.
Eu queria que as pessoas não se perdessem
delas mesmas. Que elas pudessem assimilar
a alternativas para uma vida bem-aproveitada.
Queria que as pessoas fossem quem são realmente.
Sem papéis sociais, sem máscaras, sem raiva e sem rancor.
Queria que elas fossem… Queria que elas
Fossem um corpo a serviço da autenticidade.
Queria que suas vozes fossem ouvidas e respeitadas.
Queria que em seu olhar transmitisse mais serenidade
Do que desespero.
Queria que as lágrimas que escorrem pelo rosto fossem
por uma alegria genuína e que as mãos que secam essas
mesmas lágrimas fossem mais leves, menos robustas,
menos dura, menos calos.
Queria que as pessoas não se fragmentassem seus saberes,
queria que todas elas não se diminuíssem
ao lado de quem sabe muito.
Quem é que sabe muito, pergunto, um ser que sabe pouco?
Queria que as pessoas falassem o que pensam sobre
As plantas, sobre a vida, sobre suas dúvidas, sobre sua filosofia,
queria que dissessem o que traz entranhado.
Queria um mundo mais harmônico.
Um mundo que intuísse sobre seus rumos.
Um mundo que percebesse a fragilidade
e tivessem mais sensibilidade.
Esta noite sonhei com esse mundo.
O mundo que não se fragmentasse.

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