Não sei, vou lá ver…

Recentemente, a jornalista Regina Volpato concedeu uma entrevista ao canal Santo Cafajeste, de Armando Saullo, no YouTube. No bate-papo de aproximadamente 10 minutos eles conversaram sobre sexo, amor sem compromisso e entre outras coisas, mas fiquei intrigado com a ilustríssima quando relatou que não tem problema nenhum em se relacionar com homens mais velhos ou mais novos, e contou que uma amiga disse algo interessante certa vez: “Os homens mais velhos tem o que para me oferecer? Sabedoria, tranquilidade, experiência, maturidade, dinheiro; tudo isso eu já tenho. O homem mais novo tem o que para me oferecer? Não sei, vou lá ver…”, e concluiu: “Não sei, vou lá ver serve para qualquer coisa”.

Regina, estou contigo, serve mesmo para qualquer coisa da nossa vida, desde uma simples resistência para comer sushi até as pequenas curiosidades que vamos alimentando ao longo do tempo “Hum… por que não?” — quem nunca se perguntou? São nauseantes essas perguntas que fazemos a nós mesmos. Conte-me seu desejo mais sórdido e te direi o tamanho da sua loucura.

Loucura que nada. A gente sente um estranhamento diante dos pratos sobre a mesa a qual nunca experimentamos por medo de descobrir outras possibilidades ou pela resistência em continuar na estreiteza. Fomos adestrados para se manter concreto. Não fomos educados para o diversificado. “Eu sou homem, só me relaciono com mulheres, detesto gato, não como peixes e frutos do mar.” Prazer, senhor concreto.

Obviamente que optamos entre uma coisa e outra, fazemos algumas escolhas e mantemos algumas preferências de acordo com as características que nos marcam, mas nada nos impedem de incrementar o dote.

Eu, tão cabeça dura, já peguei limitando as minhas possibilidades de existir: jamais vou experimentar isso, jamais vou fazer aquilo. Por que não? E você aí, já teve um gato para indagar que detesta? Já experimentou frutos do mar para dizer que é ruim?

Gosto de quem se entrega para o que está por vir, de quem se arrisca, de quem ousa, de quem encara as possibilidades e expandem os horizontes. Mas também apresento o outro lado: expandir a existência com responsabilidade. De nada adianta ser aberto para vida sendo contraproducente.

Entendeu o meu recado? Nada de se resignar ao definitivo. Ninguém é definitivo. Todas as coisas são provisórias, os nossos amores, o nosso dinheiro; inclusive a gente. E é só se dando conta disso que pegamos a coragem pela mão e vamos ver o que a vida oferece.

Fui.

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