Prazer, eu sou Regina Volpato

Sou fascinada por quem tem inteligência e coragem suficientes para não aceitar o que é imposto. Por quem banca as próprias opiniões e escolhe seu próprio caminho”, diz a jornalista e apresentadora do programa “Prazer, eu sou”

Inteligente, humorada, elegante e sensata são apenas alguns adjetivos que caracterizam a jornalista Regina Volpato, que no dia 26 de maio 2016, estreou o programa “Prazer, eu sou”, no YouTube. Afastada há mais de 3 anos da tevê, a jornalista falou sobre seu trabalho atual, sobre sua rotina, e entre tantas coisas, falou também sobre o que pensa a respeito do sensacionalismo na tevê aberta. “Não dou audiência para o que não me agrada”.

Regina se formou em comunicação social, e iniciou sua carreira de repórter, na Fundação Roberto Marinho, trabalhou na Band, passou rapidamente pelo canal BandNews TV. O reconhecimento chegou quando se tornou apresentadora do programa “Casos de Família”, no SBT, no período de 2004 a 2009. Em 2011, apresentou o programa “Manhã Maior”, na Rede TV, e o programa “Se Liga Brasil”, na mesma emissora.

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Imagem: Reprodução/ Internet

Mãe de Rafaella, de 18 anos, e de Tina e Ágata (animais de estimação), contou como é sua rotina. “Depois do canal no YouTube minha rotina mudou bastante, porque trabalhar passou a ser uma atividade tão gostosa, me divirto tanto! Quase não há mais separação entre meio e fim de semana”, relatou. Leitora ácida, contou também que seu autor preferido é Victor Hugo e que atualmente está lendo o livro “Vozes de Chernobil”. “Muito bom! Presente de um amigo escritor”, disse.

Leandro Salgentelli: Como é sua rotina no meio de semana e aos finais de semana? Prática algum esporte?

Regina Volpato: Depois do canal no YouTube minha rotina mudou bastante porque trabalhar passou a ser uma atividade tão gostosa, me divirto tanto! Quase não há mais separação entre meio e fim de semana. Por exemplo, as vezes gravamos aos sábados e na segunda passo o dia relaxando…  Faço yoga e pratico corrida. Gosto de andar com minhas cachorras. Leio sempre que posso. Saio para dançar. Faço roda de samba na minha casa.

Como descobriu que queria ser jornalista?

Foi por exclusão que me decidi pelo curso de Comunicação, porque não fazia ideia do que cursar. Com o tempo me apaixonei pela profissão.

É natural com o passar do tempo às coisas mudem, novas fórmulas cheguem e novos desafios se apresentem. Foi difícil se adaptar as plataformas da internet? Em relação ao jornalismo o que mudou? 

Não tenho resistência às novidades. Adoro desafios! É o que me move. Ainda estou descobrindo como funciona a internet. Acredito que ainda há muito o que aprender. É inegável que o acesso à informação é imensamente maior do que era antes. Acho isso maravilhoso. Não me assusta as várias fontes. Sou da opinião de que é sempre necessário apurar o que e lê, desconfiar de toda informação. A manipulação sempre existiu, assim como informação incompleta, incorreta e tendenciosa.

O que te incomoda no jornalismo? Acredita que os programas de tevês estão ultrapassados? O sensacionalismo te afeta?

As ofertas são tantas para quem tem acesso à internet que é possível não assistir o que não se gosta. Não dou audiência para o que não me agrada. Portanto, não saberia nem citar o que me incomoda no jornalismo e na mídia em geral. Acesso canais do YT que me informam, divertem, instruem. Aprendo muita coisa nova na internet. Conheço novas pessoas, com propostas inovadoras, profissionais que passei a admirar.

Sabemos que trabalhar com televisão é diferente de trabalhar para internet, mas nos conte: como é ser vlogueira? São muitos desafios? Está gostando desse universo?

Estou amando! O trabalho passou a fazer parte da minha vida de uma maneira tão prazerosa. Por exemplo, gravar para o canal e passear com minhas cachorras são atividades que amo fazer. Nem sei de qual gosto mais! Acho isso maravilhoso. Um verdadeiro luxo. As várias possibilidades na internet me desafiam e estimulam.

Falando um pouco do seu trabalho atual, como decide quem será entrevistado no Programa “Prazer, eu sou”?

Cecília, Maísa e eu debatemos cada nome. Imprescindível: ser uma pessoa que inspira. Ser alguém que defende suas convicções com consistência e honestidade. Adoro quando o convidado me surpreende, ‘me dá nó’ como costumo falar. Pessoas que tem um discurso tão próprio, inovador, que desconstrói, que me surpreende. Sou fascinada por quem tem inteligência e coragem suficientes para não aceitar o que é imposto. Por quem banca as próprias opiniões e escolhe seu próprio caminho.

É perceptível o quanto você se entrega a cada entrevista, o olhar humano, a indignação diante do desconhecido, sua sensibilidade; enfim, a generosidade é muito presente em cada entrevista, essa entrega influencia diretamente na sua vida, ou consegue ponderar entre a entrega e a imparcialidade?

Não sei se consigo esse equilíbrio. Eu tento. Mas quem vê de fora pode fazer essa avaliação melhor que eu. O que sei é que não tenho problema em perguntar nada para ninguém. Não meço as perguntas. Meço as palavras, isso sim. Sempre. Faço meu trabalho com a maior franqueza e honestidade. De peito aberto. Adoro ouvir as respostas. Ouço em cada detalhe. Minha entrega é realmente total durante a entrevista. E isso impacta sim minha vida. As emoções que sinto durante as conversas ficam comigo por um bom tempo. Alguns dias tenho dificuldade para dormir. Isso já aconteceu em outras fases minhas. Voltou a acontecer com o “Prazer, eu sou”.

Como é a Regina Volpato quando está sendo entrevistada?

Não gosto… verdade. Prefiro entrevistar (rsrsrs). Fico desconfortável.

Suas entrevistas, principalmente estas do Programa “Prazer, eu sou”, tem muita reflexões, abordam o lado humano, como é o retorno do público?

O público é sempre muito generoso comigo. Sou muito grata por isso. A função do programa é abordar temas sob vários pontos de vista. Portanto, algumas pessoas podem não gostar ou se sentir incomodadas com este ou aquele entrevistado. O que é compreensível: sentir-se incomodado com um ponto de vista diferente ou oposto ao seu. Porém os comentários são sempre muito respeitosos com os entrevistados e comigo. Sou apaixonada pelos inscritos no canal! Para mim eles são amigos e estão todos no meu coração.

Regina, que benefícios trazem a maturidade? Entrar na fase dois da vida apavora ou alegra?

No meu caso, alegra bastante. Gravei um vídeo sobre isso que já foi publicado no canal (https://www.youtube.com/watch?v=DPKCh5Z-N0s) Hoje sou mais leve, feliz e realizada do que era aos 30 anos, por exemplo.

Para se ter uma vida interessante é preciso de quê?

Nossa! No meu caso, é preciso saúde, conforto básico que todo ser humano tem direito mas que são poucos os que têm (casa, comida, roupa, educação, saneamento, transporte e etc), amigos, bons pensamentos, fazer o que ama, dar beijo na boca, identificar motivos e razões para sorrir… Quase tudo que o dinheiro não compra.

Para finalizar, quais são os projetos futuros?  

Não tenho. Quase nunca tenho, viu. O presente me consome. Tenho alguns projetos para um futuro próximo: escrever um livro é um deles.

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